sábado, 15 de janeiro de 2011

PALAVRAS POETICAMENTE DESPOETIZADAS






Se eu também fosse tudo que eu escrevo , não mais escreveria , ser me bastaria , que nem aquela outra escritora disse , assim como quem não quer nada , querendo mais um pra seu cativo. Eu me apego as letras são surdas e não se opõem as minha idéias, e se um dia eu for escrever para mim mesma quando você parti, desejo que as folhas já estejam usadas. Aquelas letras que deixei de lado para apenas sentir. Que o sentir é leve. E meu. Na falta, nas lembranças, na memória. Lá está ela, a palavra. Muda, surda, cega e doentia.  Mas eu sei que na verdade o FIM é apenas uma palavra. O que era aquilo ? - simplesmente, só mais um amor figurantes querendo ser astro de Hollywood, me consola apenas achar que ele não queria ser o garoto que tem de preencher o meu silêncio.. Aquele silêncio que assusta porque grita a verdade. Seriam tempos mágicos se talvez tivesse decorado algum poema para recitá-lo àquele garoto absurdamente inteligente. admirando na velocidade dos segundos. A unica esperança restante era ficar andando em círculos e sempre chegar ao mesmo lugar de que saiu. Porque sei que depois de um tempo, nos acostumamos com esse vazio, e nem os percebemos.

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